"Enfim, Senhores, assim reunidos e ligados pelo vínculo robusto e suave da confraternidade, vós achareis a doçura da recompensa mesmo na importância do trabalho,... "
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Maciel Monteiro

Ano X, nº 33, jan./dez. 2022
Só os nomes dos acadêmicos são grafados em negrito.

ABA COMEMORA 80 ANOS DE FUNDAÇÃO

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A Academia Brasileira de Arte comemorou seu octogésimo aniversário de fundação, em 15 de agosto, entre duas grandes perdas – em 5 de junho, sua presidente Heloisa Aleixo Lustosa, e, em 17 de dezembro, em Lisboa, a confreira Nélida Piñon, por ironia do destino aclamada presidente justamente no jantar comemorativo daquela efeméride.

A celebração dos 80 anos teve lugar no restaurante do Hotel Copacabana Mar Hotel, com um jantar de adesão, tendo como convidada de honra Eliane Lustosa, anfitriã, com sua mãe, de memoráveis jantares da ABA, presentes os acadêmicos Dalal Achcar, então no exercício da presidência, Anna Bella e Pedro Geiger, Evandro Carneiro, Dora Alcântara, Haroldo Costa e sra., Marcos Azambuja e sra, Maria Helena Andrade, Mario Mendonça e sra., Paulo Barragat, Paulo Knauss, Sergio Fonta, Sergio Costa e Silva e sra. e Victorino Chermont de Miranda e sra., além do diretor da Funarte Douglas Fazolatto, da cravista Rosana Lanzelotti, da sra. Myriam Gagliardi e do jornalista Franklin Toscano, dentre outros.
Ao final, o secretário geral Victorino Chermont de Miranda agradeceu a presença de todos e recordou a trajetória da ABA nesses oitenta anos e as grandes figuras que passaram por suas quarenta cadeiras, no campo das Artes Plásticas, Música, Arquitetura, Teatro, História e Crítica da Arte, Colecionismo de Arte e Empreendedorismo Cultural, hoje também incorporando o Cinema, a Moda, o Design e a Fotografia, e suas múltiplas realizações. E evocou a figura de Heloisa Aleixo Lustosa, à frente da ABA nos últimos onze anos, homenageando-lhe a memória na pessoa de sua filha Eliane Lustosa.
Na sequência, a presidente Dalal Achcar agradeceu o apoio recebido ao ascender à presidência e sugeriu o nome da acadêmica Nélida Piñon para assumir o biênio 2023-2024, a qual foi longamente aclamada e indicou para compor a chapa a ser levada a escrutínio os confrades Marcos Azambuja e Victorino Chermont de Miranda, como vice-presidente e secretário geral, respectivamente, traçando em entusiásticas palavras seu plano de ação, visando aumentar a presença da ABA no cenário cultural.

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ACADÊMICOS EM FOCO

Alexei Bueno autografou, no La Fiorentina, o livro A noite assediada, ed. Patuá (8 fev.) e lançou, em junho, a antologia A escravidão na poesia brasileira; do século XVII ao XXI, objeto de resenha de Ruan de Sousa Gabriel, sob o título ”Versos de horror e de resistência”, em O Globo. Dia 19 jun.

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Angelo Oswaldo de Araújo Santos, prefeito de Ouro Preto, incorporou à biblioteca do Museu da Independência, o original que do livro “Tractado da Câmara dos Pessegueiros”, de autoria do inconfidente Padre Manoel Rodrigues da Costa (1801), Dia 19 abril.

Anna Bella Geiger inaugurou sua primeira individual na Holanda, no Frans Hals Museum, em Haarlem, e foi tema do artigo “Ritmo intenso do ateliê ao aeroporto”, de Nelson Gobbi. Dia 4 abr.

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Carlos Alberto Serpa teve sua vida dedicada à educação e à cultura destacadas, na edição do Caderno Zona Sul, de O Globo, a propósito de seus 80 anos, comemorados na Casa Julieta de Serpa. Dia 23 abr.

Conceição Evaristo tomou posse como titular da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência da USP e foi entrevistada por Maria Fortuna, na capa do segundo caderno de O Globo. 12 dez.

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Dalal Achcar convidou o coreografo Alex Neoral, da Focus Cia de Dança, para apresentar-se, em abril, no Teatro Riachuelo num espetáculo de balé contemporâneo com base clássica dos intérpretes.

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Evandro Carneiro realizou em sua galeria as exposições de Jean Guilherme e Hugo Rodriguez de 10 de nov.(2021) a 04 jan., Grauden e Francisco da Silva 25 jan. a 15 fev., Marcos Scorzelli 10 set. a 07 out.

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Haroldo Costa foi notícia em “Encontro de Bambas”, na Revista Ela, de O Globo, sobre os principais carnavalescos da história brasileira. Dia 25 set.

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João Candido Portinari foi condecorado pelo governo italiano com a Ordine della Stelle d’Italia, em solenidade no Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro. Dia 26 set.

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Lauro Cavalcanti foi nomeado pela Prefeitura do Rio para integrar a Comissão Curatorial Especial destinada a indicar artistas consagrados pela crítica especializada ou pela opinião pública, nacionais ou estrangeiros, para a aquisição de obras de arte monumentais para espaços públicos do Rio de Janeiro. Dia 25 abr.

Maria Helena de Andrade lançou seu quarto disco solo, Miscelânea Brasileira, em recital no Espaço Guiomar Novaes, na Sala Cecília Meireles (Dia 9 jun.), com apresentação de Ricardo Tacuchian e Victorino Chermont de Miranda, e também no XXXIV Festival Internacional de Musicado Pará (13 Nov.) dentre outros.

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Marlos Nobre foi o homenageado do programa Harmonia da EBC Radios, na MEC FM. Dia 18 fev.

Nélida Piñon doou seu acervo de cerca de 8.000 livros, com destaque para coleção sobre a Galícia e obras autografadas, para o Instituto Cervantes do Rio de Janeiro (dia 13 jun.) – tema de sua entrevista a Emiliano Urbim, na capa do segundo caderno de O Globo, em que, em aparente premonição, chegou a dizer “preciso deixar rastros”, embora já estivesse mais do que consagrada. Dia 17 jun.

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Paulo Knauss assina o artigo intitulado “Espada de execução”, no livro Histórias do Brasil – 100 objetos do Museu Histórico Nacional, e fez a curadoria da exposição Cores da Paisagem – Nápoles e Rio pelo olhar de artistas italianos do século XIX, no Paço Imperial, promovida pelo Instituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro e curadoria adjunta para arte italiana de Fernanda Capobianco e produção de Artepadilla.

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Ricardo Cravo Albin lançou a coletânea D. Pedro I – O Compositor inesperado, com artigos de oito historiadores e acompanhada de CD com 17 composições musicais do biografado. Dia 2 dez.

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Ronaldo Rego teve seus mosaicos reproduzidos no jornal A Relíquia, da Associação de Antiquários do Rio de Janeiro, edição de agosto.

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Sergio Costa e Silva comemorou os 25 anos de seu Projeto Música no Museu com o recebimento do título de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro e a marca de 204 concertos, dos quais 40 no XVII RioHarpFestival, 10 no VI SPHarpFestival e 25 no XIII RioWindsFestival.

Sergio Fonta concedeu entrevista ao programa Experiências, no Youtube, sobre sua atuação profissional. Dia 5 out.

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Silvio Lago lançou, em Portugal, seus Estudos Literários – Portugal e Brasil, sobre Padre Antonio Vieira, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Raul Pompéia, Euclides da Cunha, Mário de Andrade e Lima Barreto e ensaístas e poetas vários de Portugal.

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Turibio Santos foi entrevistado por Daniela Aragão, no site www.revistaprosaearte.com sobre sua trajetória musical. Dia 5 set.

Victorino Chermont de Miranda foi eleito sócio honorário do IHGMG e distinguido com a Medalha Israel Pinheiro, e eleito sócio correspondente do IHG do Maranhão e de Sobral, CE..

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N.E. - Solicita-se aos Acadêmicos, que o desejem, o envio de notícias de suas atividades e premiações, no campo das artes, para a redação deste informativo.

AS DUAS GRANDES PERDAS DE 2022

Reprodução: O GloboReprodução: O Globo.A “grande dama da cultura carioca” e a “dona da história” – assim a imprensa do Rio noticiou os falecimento de Heloisa Aleixo Lustosa e Nélida Piñon, em 5 de junho e 13 de dezembro de 2022, respectivamente. A ambas pranteia a Academia Brasileira de Arte, na retrospectiva desse ano, como o fez em nota de pesar reprozida no caderno Cultura/Artes Visuais de O Globo em 10 de junho.

Heloisa, sua consagrada presidente por onze anos; Nélida sua aclamada sucessora no jantar comemorativo dos 80 anos de fundação, em agosto passado, uma e outra icônicas figuras de dois de seus segmentos – o do mundo das artes e das letras. Heloisa, diretora de dois de nossos grandes museus – o de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o do Museu do Inconsciente e do Museu Nacional de Belas Artes;  Nélida,  a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras, detentora do Prêmio Jabuti e romancista celebrada no Brasil e no exterior. Heloisa detentora de L’Ordre des Arts et des Lettres, da França; Nélida o  Prêmio Príncipe de Asturias de las Letras, o maior de Espanha.

Heloisa deu o melhor de si na organização das mostras de Rodin e Monet, alcançando o maior número de visitantes no ranking nacional dos museus; Nélida doou ao Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, meses antes de falecer, sua rica biblioteca.

Ambas foram objeto de extensos necrológios na imprensa e nas mídias sociais. Heloisa foi lembrada por Hildegard Angel e Ricardo Cravo Albin, em 13 e 22 de junho, por Thiago de Menezes, na edição de julho do jornal A Relíquia, da Associação Brasileira de Antiquários, e por Victorino Chermont de Miranda, na missa de sétimo dia, na igreja de São José da Lagoa, em nome da ABA; Nélida nos artigos de Silvio Essinger, Antonio Carlos Secchin e Miriam Leitão, nas edições de O Globo, de 18, 19  e 30 de dezembro. A ambas, o tributo de nossa imorredoura saudade.


N.R. – A ABA publicou, na edição de 10 de junho de O Globo convite para a missa de 7º dia de Heloisa e enviou uma coroa de flores ao velório de Nélida, sendo em amas ocasiões representada pelo secretário geral.

ABA ELEGE PAULO KNAUSS  EM SUCESSÃO A HELOISA LUSTOSA

DivulgaçãoEm AGE de 25 de julho, a ABA elegeu o professor Paulo Knauss, ex-diretor do Museu Histórico Nacional e do Arquivo Público Estadual para a Cadeira 20, patronímica de Cláudio Manuel da Costa, em sucessão a Heloisa Aleixo Lustosa.

Licenciado em História pela UFF, onde também obteve o título de doutorado em História, depois de realizar o mestrado em História na UFRJ e ter sido bolsista do DAAD na Universidade de Freiburg . i. B., na Alemanha. Fez, ainda, estudos de pós-doutorado na Universidade de Estrasburgo, França, no campo da história cultural das relações internacionais.

É professor de Departamento de História da UFF, e como membro do Laboratório de História Oral e Imagem coordena projetos de pesquisa. No campo da educação, foi Coordenador do curso de graduação em História da UFF, presidiu a Coordenação de Licenciaturas da mesma universidade e foi coordenador técnico do Programa Nacional de Livro Didático do Ensino Médio, na área de História.

É sócio titular, 1º vice-presidente e diretor do Museu do IHGB. Integrou o Conselho Nacional de Política Cultural, os Conselhos Nacional e Estadual de Arquivos. Colaborou em diversos projetos de organizações não–governamentais e integrou o Conselho de Administração da organização não-governamental internacional Enda Terceiro Mundo.

Como pesquisador dedica-se especialmente ao estudo das relações entre Memória e História, assim como ao campo da História da Imagem e da Arte. É autor de inúmeros ensaios publicados em revistas e livros sobre Historiografia e Teoria da História, História Urbana, História da Imagem, História do Patrimônio Cultural e da Arte Pública.

MEMORABILIA XXXIII

Acervo: A.B.A

A seção deste número refere-se à solenidade de posse do pintor e poeta José Paulo Moreira da Fonseca na cadeira 10 da Academia Brasileira de Arte, patronímica do Barão de Santo Ângelo, em sucessão a Nestor Egydio de Figueiredo.

O ato teve lugar em 6 de maio de 1983, às 21 horas, no Salão Pedro Calmon do Palácio Universitário (antiga Reitoria da Universidade do Brasil, hoje UFRJ), à Av.Pasteur, sob a presidência do acadêmico Agenor Rodrigues Vale.

O empossando foi saudado pelo acadêmico Marcos Almir Madeira, presentes os confrades Antonio Carlos Villaça, Celita Vaccani, Durval Coutinho Lobo, Eduardo Chermont de Britto, Geraldo França de Lima, Guilherme Schubert, Jorge Martins Moreira, e Segisnando Martins, além de numeroso público, destacando-se o arquiteto Donato Mello Junior e Henrique Sergio Gregori.


  LOGOP

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